A história real por trás do filme Invocação do Mal 3

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“Baseado em um caso real de Ed e Lorraine Warren”. É a frase que abre Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio. O filme traz o julgamento de Arne Cheyenne Johnson, acusado de homicídio, que alegou que estava possuído por um demônio durante o crime. Nesta matéria, você vai conhecer a verdade por trás do terceiro filme da franquia.

Foto: Divulgação

A história de Johnson se tornou popular por ser o primeiro caso conhecido nos Estados Unidos em que a defesa alegou que o réu estava sob possessão demoníaca na tentativa de provar que o acusado não tinha responsabilidade sobre os seus atos.

Leia também as declarações da atriz Charlene Amoia, que interpreta Judy Glatzel, sobre os eventos sobrenaturais que aconteceram durante as gravações de Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio.

O crime

Artigo do Hartford Courant publicado em 19 de dezembro de 1981. Foto: Reprodução/Hartford Courant

Tudo começou em 16 de fevereiro de 1981. Um gerente de um canil chamado Alan Bono foi esfaqueado após uma discussão com Arne Cheyenne Johnson, na época, com 19 anos. Bono era dono da casa em que Johnson, a namorada, Debbie Glatzel, e a família dela moravam.

A briga teria acontecido depois que eles retornavam de um almoço de noivado. Além de Debbie, as duas irmãs mais novas da garota também estavam presentes e foram testemunhas do crime. A arma usada foi encontrada no local, e Johnson foi indiciado por assassinato em primeiro grau.

Ed e Lorraine Warren

A participação de Ed e Lorraine Warren no caso aconteceu antes do crime. O irmão mais jovem de Debbie, David Glatzel, de 11 anos, supostamente teria sido possuído por demônios (43 no total) quando a família se mudou para uma nova casa em Brookfield, em Connecticut. Vale lembrar que David também é uma personagem de Invocação do Mal 3.

O casal foi chamado, em último recurso, para realizar sessões de exorcismo na criança, a fim de expulsar as entidades. Em uma dessas tentativas, o demônio que estava no corpo de David teria saído e possuído o cunhado, Arne Cheyenne Johnson.

O julgamento

Ruairi O’Connor interpreta Arne Cheyenne Johnson em Invocação do Mal 3: A Ordem Do Demônio (Imagem: Reprodução/Warner Bros.)

Após a prisão de Johnson, Lorraine Warren contatou a polícia e a mídia para declarar que o assassino havia cometido o crime por estar sob influência de um demônio. Ela e o marido foram peças centrais na defesa do rapaz. O julgamento teve início em 28 de outubro de 1981

O advogado do réu, Martin Minnella, tentou apresentar uma confissão de culpa em virtude da posse. “Os tribunais lidaram com a existência de Deus, e agora eles serão solicitados a lidar com a existência de espíritos demoníacos”, teria dito ele.

O juiz responsável pelo caso, Robert Callahan, não aceitou a justificativa. Por isso, o advogado teve que mudar o argumento e atestou legítima defesa. Em 24 de novembro de 1981, Arne Cheyenne Johnson foi declarado culpado e sentenciado de 10 a 20 anos de prisão. No entanto, ele cumpriu apenas cinco e foi solto por bom comportamento.

Fonte: The New York Times e The Wrap

Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio já está disponível nos principais cinemas do Brasil.

Você já sabia da verdadeira história por trás de Invocação do Mal 3? O que achou da justificativa de Arne Cheyenne Johnson e sua defesa para justificar o crime e declarar inocência? Conta pra gente nos comentários!

 

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