As lendas por trás do Presídio do Ahú em Curitiba (PR)

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No lugar do Fórum Criminal e do Fórum dos Juizados Especiais do Centro Judiciário de Curitiba, no Paraná, havia, até pouco tempo, um presídio. O local, que foi construído em 1909, era considerado um dos lugares mal-assombrados do Brasil – até ser desativado em julho de 2006. Nesta matéria, você vai conhecer as lendas por trás do Presídio do Ahú!

Foto: Reprodução/YouTube/Tribuna do Paraná

História

O Presídio do Ahú foi pensado para ser a primeira penitenciária do Estado do Paraná. Sua construção foi um dos motivos da visita do Imperador Dom Pedro II à Curitiba, em 1880. No entanto, os planos não vingaram e, anos depois, o espaço foi cedido para a criação de um hospital para “alienados”.

A obra do Hospital Nossa Senhora da Luz (então chamado de Asilo de Alienados Nossa Senhora da Luz) levou quase oito anos para ser concluída, e ele foi inaugurado em 25 de março de 1903. Embora fosse uma das construções mais modernas na época, o Hospital funcionou por pouco tempo, até a inauguração da segunda sede, em 1907.

O Estado não dispunha de uma penitenciária e se propunha a assumir o espaço, a troco de construir um novo prédio para o asilo. A reforma do local terminou em 1908 e, no ano seguinte, a Penitenciária de Curitiba (primeiro nome concedido ao presídio do Ahú) recebeu os primeiros detentos.

Quase 100 anos depois, em 2006, o presídio foi desativado. Assim, seus quase 800 presos foram transferidos para o Centro de Detenção e Ressocialização de Piraquara e São José dos Pinhais, no Paraná. Em 2018, o local foi destinado à instalação do Fórum Criminal e dos Juízos Especiais do Centro Judiciário de Curitiba, que funcionam lá até hoje.

Palhaço assassino

Uma das lendas por trás do Presídio do Ahú é a de um palhaço que supostamente assombrava presos que cometeram crimes de violência contra a mulher. O mais curioso nesta história é que, durante a década de 1970, um tarado realmente cumpria pena no local por atacar mulheres com uma serra elétrica, enquanto usava roupas de circo.

Motoqueiro fantasma

Na década seguinte, foi a vez de outro fantasma assombrar o presídio. Este seria o espírito de um rapaz que, após contrair uma doença de uma namorada loira, passou a andar de moto espirrando ácido no rosto das loiras que encontrava pelas ruas. Condenado, foi levado ao presídio, onde morreu. Corriam lendas de que, mesmo morto, ele ainda saía nas noites de Lua cheia com sua moto para seguir com sua vingança.

Relatos de agentes penitenciários

Foto: Reprodução/YouTube/Tribuna do Paraná

Em 2016, a RPC, filial da TV Globo no Paraná, entrevistou dois ex-agentes penitenciários do Presídio do Ahú. Na reportagem, eles relembraram algumas lendas sobre o lugar.

“Tinha galerias onde ninguém gostava de trabalhar à noite. A gente descia em dupla e voltava, porque o som era estranho – e não era barulho de preso conversando”, contou Adir Santos, que entrou para a equipe da penitenciária no ínicio dos anos 1990.

“Uma vez, nós pegamos um preso no pátio e colocamos ele no castigo. De madrugada, o agente Naná estava fazendo a ronda e disse que viu esse mesmo preso andando pelos corredores. Fomos verificar e não encontramos nada, então partimos para a cela em que deveria estar e o encontramos morto, ele tinha se enforcado”, relatou Marcelo Leôncio, que começou a trabalhar no Presídio do Ahú em 1991.

Segundo Marcelo, havia ainda quem disseminasse as lendas. “Dizem que na sexta-feira 13 à meia-noite, as almas dos presos mortos aqui se encontram na frente do presídio e você pode falar com elas. Também dizem que os presos fizeram a brincadeira do copo com as almas e amanheceram mortos. Outros dizem ter visto uma bola de energia aqui, o tal boi tatá”, contou.

Quando questionado sobre o que achava dessas histórias, Marcelo Leôncio respondeu: “Tudo mentira! Depois que o presídio foi desativado, eu acompanhava visitações, as pessoas diziam que viam coisas, passavam mal, e eu nunca vi nada. Me arrepiava passar em certos corredores, mas nunca vi nada. Quando caía a luz, me ligavam em casa, meia-noite, e eu vinha aqui, entrava, ligava a luz e ia embora. Confesso: se tivesse visto alguma coisa, nem estaria aqui hoje. Morro de medo”.

Fonte: UOL, Bem Paraná, Ministério Público do Paraná e RPC

Você já conhecia as lendas sobre o Presídio do Ahú, em Curitiba? O que acha sobre elas? Conta pra gente pelos comentários!

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