Batalha das Toninhas: o trágico erro da Marinha brasileira durante a Primeira Guerra Mundial

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Você já teve alguma curiosidade de saber mais sobre a participação brasileira durante a Primeira Guerra Mundial? Então vamos te contar algo que você (talvez) nunca aprendeu na escola: a Batalha das Toninhas.

Se interessa por curiosidades históricas? Leia também: O que foi a Revolução Constitucionalista que deu origem ao feriado de 9 de julho?

Brasil na Primeira Guerra Mundial

Foto: Reprodução

A participação do Brasil durante a Primeira Guerra Mundial durou pouco: de 1917 a 1918. Quando o conflito foi deflagrado em julho de 1914, o país havia adotado uma postura neutra. Mas tudo mudou em abril de 1917, quando dois navios brasileiros foram explodidos por submarinos alemães.

O Brasil então se viu obrigado a entrar na guerra, ao lado dos Estados Unidos pela Tríplice Entente — encabeçada por Rússia, França e Reino Unido. A fim de dar suporte aos seus aliados, o governo brasileiro enviou uma frota de navios ao outro lado do Atlântico.

Batalha das Toninhas

Suposta ameaça

Cruzador Bahia. Foto: Wikimedia Commons

Em novembro do ano seguinte, o comandante do cruzador Bahia, Fernando Frotin, recebeu ordens de navegar pelo norte de Dacar e adentrar a orla do Mediterrâneo. A região era conhecida por ser o coração da guerra e, portanto, era extremamente perigosa.

O Brasil havia sido alertado pelo Reino Unido para ficar atento, pois os submarinos alemães já haviam afundado o HMS Britannia, navio britânico que era encarregado de acompanhar a frota brasileira durante essa viagem. Ao atravessar o estreito de Gibraltar, uma movimentação estranha foi percebida nos arredores da embarcação.

Sem tecnologia que auxiliasse na detecção de possíveis inimigos, os brasileiros acreditaram terem visto algo semelhante ao periscópio de um submarino rival. Por isso, Frotin deu ordens para que a frota abrisse fogo contra as entidades.

Constrangimento

Foto: Wikimedia Commons

Foi aí que a Marinha brasileira percebeu o trágico erro… A cena logo foi substituída por um silêncio constrangedor, enquanto grandes quantidades de sangue subiam na superfície e se dissolviam na água salgada. Os canhões do Bahia atingiram um cardume de toninhas – parente próximo dos golfinhos – e mataram 46 desses animais.

Os mamíferos, que só estavam rodeando inocentemente os navios que circulavam pela região, acabaram sendo confundidos com embarcações alemãs e terminaram cruelmente mortos. Até hoje, é possível ver toninhas nadando pela mesma região no Mediterrâneo.

Já o navio Bahia seguiu inteiro durante a Primeira Guerra Mundial e só veio a afundar em 1945, por conta de um acidente com a munição interna da embarcação.

Fonte: Aventuras na História

Agora conta pra gente: você já tinha ouvido falar da Batalha das Toninhas? O que achou desse fato curioso?

 

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