Brasil perdeu Copa do Mundo de 2014 de propósito?

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Depois da derrota por 7×1 contra a Alemanha, o Brasil virou alvo de teorias da conspiração. Afinal, a seleção do país do futebol só poderia ser humilhada desse jeito se tivesse vendido o mundial. Será que os brasileiros perderam a Copa do Mundo de 2014 de propósito?

Se interessa por teorias da conspiração? Não deixe de ler sobre o Efeito Mandela.

Foto: CBF

Como começou?

Tudo começou em 1998. Naquele ano, o “jornalista” Gunther Schweitzer – que, na verdade, é um preparador físico de Mogi das Cruzes, SP – repassou um e-mail curioso que havia recebido. A história dizia que o Brasil havia vendido a Copa do Mundo de 98 para a França. Em troca, isso facilitaria o caminho da seleção brasileira para o penta em 2002.

Na época, Schweitzer trabalhava em uma fábrica de automóveis e repassou o conteúdo para umas 500 pessoas pelo e-mail corporativo. Todavia, alguém colocou o nome dele na assinatura e trocou sua função; ele foi de analista de produção para jornalista.

Depois, outras versões, em diferentes anos, denunciavam vendas das Copas do Mundo de 2002, 2006, 2010 e até da Libertadores 2012 e dos Mundiais 2000 e 2012, vencidos pelo Corinthians. A diferença de um e-mail para o outro era a mudança dos nomes de jogadores e times protagonistas, além das circunstâncias e anos adaptadas.

Em 2014, a mensagem dizia “Divulgado o escândalo que todo mundo suspeitava! Talvez, isso explique a razão de o jogador Paulinho ter declarado a seguinte frase: ‘Se as pessoas soubessem o que aconteceu na Copa do Mundo, ficariam enojadas (…)'”.

Gunther Schweitzer (direita) é na verdade personal trainer e mora em Mogi das Cruzes. Foto: Reprodução/ESPN

O que os teóricos apontam?

A seleção brasileira teria aceitado perder a Copa do Mundo de 2014 de propósito. Primeiro, os jogadores teriam recebido um cachê alto em troca. Além disso, o acordo incluiria o título do Brasil na próxima Copa (o que não aconteceu!), e o país poderia sediar o mundial novamente antes de 2030. Outro benefício seria o inédito ouro nas Olimpíadas no Rio, em 2016.

Neymar é lesionado

Nas quartas de final, o Brasil derrotou a Colômbia. No entanto, o destaque do jogo foi a vértebra fraturada de Neymar, após levar uma joelhada do lateral Zuñiga. O craque brasileiro supostamente teria combinado a lesão com o jogador colombiano. Isso porque, sem o camisa 10, a derrota da nossa seleção faria mais sentido.

Logo após Neymar ser retirado do campo, surgiram imagens que denunciariam outra farsa: a tatuagem que ele tem no braço direito, com o nome do filho, não aparece.

Mais pistas

Foto: Reprodução

Como já foi mencionado, as suspeitas de fraude na Copa do Mundo também aconteceram em 1998. Naquela Copa, assim como na de 2014, o presidente da FIFA era Joseph Blatter. Segundo algumas teorias, Blatter teria facilitado a vitória alemã, em troca do apoio da federação do país à sua reeleição, em 2006 e em 2010.

Outras pessoas também alegam que quem teria encomendado a Copa de 2014 para a Alemanha foi, pasmem, a Adidas. A empresa fabrica a bola oficial do mundial desde 1970 e patrocinou oito das 32 seleções que vieram ao Brasil em 2014. Ela teria exigido que uma delas ganhasse o título.

Acabou que tanto a campeã, Alemanha, quanto a vice, Argentina, eram patrocinadas pela marca. Isso significa que, na final, assistida por mais de 1 bilhão de pessoas, todos os jogadores em campo vestiam Adidas.

Por outro lado…

Em 2014, a FIFA desembolsou uma quantia de US$ 576 milhões apenas em premiações para a Copa do Mundo. Imagina quanto não custaria para subornar jogadores, comissões técnicas, arbitragem, entre outros… Além disso, como mencionado, versões iguais à carta supostamente escrita por Gunther Schweitzer surgem em quase todas as edições do mundial.

No ano seguinte, escândalos envolvendo a FIFA e a CBF atingiram outros patamares. Joseph Blatter foi suspenso do futebol por oito anos e José Maria Marin, ex-presidente da CBF, foi preso. As denúncias apontam corrupção nas escolhas das sedes e nos contratos de marketing e de televisão. Não há nada sobre alteração dos resultados de jogos ou vencedores da Copa do Mundo.

Em 2019, o goleiro Júlio César revelou que o vexame poderia ser ainda maior. Para ele, houve um lance, em que Mesut Özil perdeu um gol de propósito. “Não sei se foi, mas tive esse sentimento. Ele chegou displicente, entra cara a cara e chuta para fora. O Schweinsteiger deu um esporro nele. Não entendo alemão, mas pensei ‘que fdp, estão ganhando de 7 (e ainda querem mais)’”, disse ele no programa “Aqui com Benja” da Fox Sports.

Fonte: Superinteressante, Sport TV e ESPN

E, aí? O que você acha? A Copa do Mundo de 2014 foi vendida ou não? Conta pra gente pelos comentários!

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