Caso Eloá: relembre o assassinato que chocou o país em 2008

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Nesta quinta-feira (10), o nome de Eloá foi parar entre os assuntos mais comentados do Twitter depois que a Justiça concedeu regime semiaberto a Lindemberg Alves, condenado pela morte da ex-namorada. Nesta matéria, relembre o assassinato que chocou o país em 2008.

Se interessa por histórias de crimes reais? Não deixe de ler sobre a menina que era refém de doenças criadas pela própria mãe.

O crime

Eloá Cristina Pimentel e Lindemberg Alves

Tudo começou no dia 13 de outubro. O rapaz, de 22 anos, estava inconformado com o fim do romance com Eloá Cristina Pimentel. Armado, ele invadiu o apartamento que a moça morava com os pais em Santo André, na Grande São Paulo.

A jovem, que tinha apenas 15 anos, estudava na companhia dos amigos Nayara Rodrigues da Silva, Iago Vilera e Victor Campos. Após as ameaças, os dois meninos foram libertados na noite do mesmo dia. Já Nayara chegou a deixar o local no dia seguinte, mas dois dias depois voltou ao cativeiro por orientação da Polícia Militar (PM).

Durante cerca de 100 horas, o país acompanhou o drama das duas adolescentes feitas de refém pelo sequestrador. O enredo se arrastou até o início da noite de 17 de outubro, quando a polícia explodiu uma bomba e invadiu o local. Acuado, Lindemberg disparou contra Nayara e Eloá.

Nayara foi baleada no rosto, mas conseguiu sobreviver. Eloá levou dois tiros – um na cabeça, e outro, na virilha – e veio a falecer.

Condenação

Foto: Reprodução

Em 2012, Lindemberg Alves foi condenado a 98 anos e dez meses de prisão pelo assassinato da ex-namorada e por mais 11 crimes cometidos durante o sequestro. Ele confessou ter atirado nas reféns, mas alegou que fez isso após se assustar com a explosão da bomba disparada pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), da PM. Depois, a Justiça reduziu a pena do criminoso para 39 anos.

Desde 2008, ele cumpre pena na Penitenciária Doutor José Augusto Salgado, em Tremembé (SP). A juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani, da 1ª Vara das Execuções Criminais (VEC) da cidade concedeu o regime semiaberto levando em conta o tempo de pena cumprido e a remição.

O pedido havia sido feito no ano passado. Por trabalhar na unidade em que está preso, Lindemberg teve 313 dias da pena perdoados. Assim, ele terá direito a cinco saídas temporárias durante o ano, como no Dia dos Pais, Dia das Crianças e Natal.

Fonte: Memória Globo

Você lembrava desse caso? O que achou da decisão da Justiça? Conta pra gente aí nos comentários!

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