Como surgem as variantes da COVID-19?

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Depois de mais de 1 ano desde o início da pandemia de COVID-19, agora, muito tem se falado sobre as variantes do novo coronavírus. Tratam-se de mutações que o vírus SARS-CoV-2 sofre e que podem dar origem a novas formas da doença. Entre as cepas já conhecidas estão, por exemplo, as encontradas no Brasil, no Reino Unido, na Índia, na África do Sul e no Vietnã. Mas como surgem essas variantes?

Foto: Pixabay

Os vírus, de uma forma geral, assim como qualquer outro ser vivo, querem manter a sua própria espécie. No entanto, eles só conseguem sobreviver quando transmitidos de um hospedeiro para outro. Isso acontece com qualquer vírus. No caso do SARS-CoV-2, especificamente, acredita-se que ele era transmitido entre mamíferos, até que sofreu mutações e ganhou a habilidade de infectar os humanos.

Essa habilidade de transmissão entre as pessoas é uma vantagem evolutiva para o novo coronavírus, uma vez que há muito mais hospedeiros aos quais ele pode infectar. Mas as mutações continuam ocorrendo. Elas, inclusive, acontecem a todo momento, quando o vírus entra em uma célula e tenta se replicar. A própria Organização Mundial da Saúde (OMS) afirma que mutações em vírus como o SARS-CoV-2 são comuns.

Se essas mutações trouxerem vantagens ao vírus – como conseguir se transmitir mais rápido – elas tendem a se multiplicar e isso explica por que novas variantes estão surgindo. No momento, cientistas do mundo inteiro se dedicam a estudar o comportamento dessas cepas, para entender se são mais contagiosas ou letais e se as vacinas já existentes são eficazes contra elas.

 

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