Como surgiu a Parada do Orgulho LGBTQIA+?

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Este mês é dedicado ao Orgulho LGBTQIA+, celebrado no dia 28 de junho. A data é uma homenagem à Revolta de Stonewall, que aconteceu em junho de 1969, em um bar em Nova York, nos Estados Unidos. Na época, qualquer prática homossexual era considerada crime em alguns estados do país.

“Stonewall significa revidar! Esmaguem a opressão aos gays!” Foto: Reprodução

Um bar chamado Stonewall Inn era o único local que recebia, abertamente, o público LGBTQIA+. A lei até mesmo proibia a venda de álcool para estabelecimentos considerados “gays”. Controlado pela máfia italiana, o restaurante, localizado no bairro de Greenwich Village, pagava propina para continuar funcionando. O bar não era um paraíso, mas servia como uma espécie de refúgio para muitas pessoas.

Desrespeitando o acordo com os mafiosos, a polícia de Nova York decidiu invadir o local na madrugada do dia 28 de junho de 1969, ameaçando prender os proprietários pela venda ilegal de bebidas alcoólicas e detendo vários clientes por conta de vestimentas consideradas “inapropriadas”.

Estima-se que mais de 200 pessoas frequentavam o Stonewall Inn quando as autoridades chegaram. O público, incluindo o de fora do local, começou a reagir à violência policial. Não houve registro de mortes, mas muitas pessoas ficaram feridas.

A Revolta de Stonewall marcou o início de diversas manifestações em defesa dos direitos e da luta da comunidade LGBTQIA+. O acontecimento também deu origem às primeiras paradas do orgulho. Em 1970, cerca de dez mil pessoas se reuniram em diversos locais dos Estados Unidos para comemorar um ano da rebelião.

No Brasil, a Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo é considerada a maior do mundo. A primeira edição aconteceu em 28 de junho de 1997 e reuniu cerca de 2 mil pessoas na Avenida Paulista.

 

 

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