Conheça a história real que inspirou o filme “A Órfã”

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Você já assistiu ao filme A Órfã (2009)? A obra retrata a história de uma família que estava muito abalada após a morte da terceira filha. Então, o casal decidiu adotar Esther, uma garotinha de 9 anos, muito talentosa e simpática. No entanto, situações estranhas começam a acontecer, e a mãe, desconfiada, acaba investigando o passado da menina e descobrindo que, na verdade, ela é uma adulta de 33 anos, chamada Leena Klammer.

Também contamos sobre o caso real que inspirou Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio.

Conheça a história real que inspirou o filme

Klara Mauerova nasceu em Kurim, na República Tcheca, em 1975. Desde cedo, ela e sua irmã mais nova, Katerina, já apresentavam comportamentos estranhos e acreditavam que tinham vindo ao mundo para cumprir uma missão designada por Deus.

Antes de virar uma criminosa, Klara até mesmo se casou e teve dois filhos, mas a sua instabilidade emocional fez com que o marido a abandonasse e ela ficasse com a guarda das crianças. Para não ficar muito sozinha, Klara resolveu convidar Katerina para morar com ela e os filhos. Só que a vida das duas iria mudar com a chegada de uma hóspede: Barbora Skrlova.

Klara e os filhos. Foto: Reprodução

Barbora era uma mulher de 33 anos, que sofria de uma doença chamada hipopituitarismo. Isso a deixava com uma aparência muito mais jovem do que sua verdadeira idade. Por isso, ela passou vários anos de sua vida frequentando hospitais para avaliar não só a sua condição, mas também sua saúde frágil.

Durante esses tratamentos, Barbora Skrlova começou a apresentar um comportamento cada vez mais agressivo e, por isso, foi direcionada a um tratamento psiquiátrico. Entretanto, aos 18 anos, cansada de sua vida, decidiu fugir da clínica.

Assim que conheceu Katerine, Barbora foi morar com ela, a irmã e os sobrinhos Ondrej e Jakub, de 8 e 10 anos, respectivamente.

Barbora em imagem pessoal. Foto: Reprodução

Os crimes

Barbora, que já tinha um comportamento perturbado, começou a influenciar Klara e Katerine. Ela conseguiu convencer as irmãs a participarem de um culto chamado “Movimento Graal”, cujo líder defendia escravidão, maltrato, abusos sexuais e até mesmo o canibalismo – tudo em busca de uma tal libertação.

A mulher sabia se comportar como uma criança ou como uma adulta quando lhe era conveniente. Ela convenceu Klara a se vestir com trapos e raspar a cabeça – tudo com o apoio da irmã. Por ciúmes da mãe com os filhos, Barbora começou a tramar coisas horríveis contra as crianças, sob a desculpa de que estariam possuídos por demônios.

Em 2007, Klara acabou comprando uma jaula para prender Ondrej e Jakub. As crianças eram despidas e se alimentavam através das grades. Os meninos não podiam sair nem para ir ao banheiro.

Cada vez mais, Ondrej e Jakub eram submetidos a torturas pelas três mulheres. Eles levavam choques, eram queimados com bitucas de cigarro e passavam por sessões de afogamento. Em um episódio brutal, Klara cortou a perna de um dos garotos com uma faca e, então, as criminosas comeram a carne humana na frente dos menores.

Descoberta

Para ter ainda mais controle sobre os dois garotos, Barbora decidiu que elas deveriam instalar câmeras na jaula. Ao mesmo tempo, os novos vizinhos delas haviam instalado uma babá eletrônica para cuidar de seu bebê. Por um erro na transmissão, o aparelho apresentou uma filmagem não do recém-nascido, mas do cativeiro de Ondrej e Jakub.

Foto: Reprodução

Demorou um tempo até que os moradores entendessem de onde vinham aquelas imagens. Depois de dias, a família resolveu fazer uma denúncia à polícia. Quando as autoridades chegaram ao local, encontraram as crianças maltratadas e o local fedendo a sangue, fezes e urina.

Klara e Katerina foram presas em flagrante. Enquanto isso, Barbora fingiu ser uma menina de 12 anos que havia sido sequestrada e torturada pelas irmãs. Mais uma vez, ela conseguiu fugir.

Desfecho

Os meninos foram levados ao hospital, onde receberam tratamento médico e psicológico. Já a mãe e a tia enfrentavam o julgamento. As duas alegaram inocência e diziam que a verdadeira culpada pelos crimes era Barbora Skrlova. A defesa apontava que as irmãs haviam sofrido lavagem cerebral.

Anos depois, Barbora foi encontrada pela polícia na Noruega. Lá, ela havia assumido outra identidade e havia sido adotada por um casal, que pensava que ela era um menino de 13 anos chamado Adam. Extraditada para a República Tcheca, a mulher enfrentou julgamento com as irmãs Mauerova.

Foto: Reprodução

Katerina foi condenada a 10 anos de prisão, e Klara, a 9 anos. Já Barbora recebeu apenas 5 anos de sentença. Apesar das irmãs alegarem que estavam sendo influenciadas por Skrlova, elas foram vistas como as maiores culpadas do caso.

Fonte: Aventuras na História e Portal R7

 

 

 

 

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