Delphine LaLaurie: a cruel socialite que torturava e assassinava escravos

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Delphine LaLaurie nasceu em 1775, na cidade de Nova Orleans, Estados Unidos. Na época, vigorava o período colonial espanhol e escravocrata. Sua família, de origem francesa, era muito conhecida e respeitada, pois fazia parte da política regional. Delphine consolidou sua fama como uma das mais cruéis serial killers do século 19, por conta dos atos perversos que cometia contra seus escravos. Não se sabe ao certo a quantidade de pessoas que perderam a vida para o sadismo da socialite, mas estima-se que ela tenha matado, pelo menos, 100 pessoas – dentre elas, idosos, mulheres e crianças.

Ela teve três casamentos. Os dois primeiros maridos faleceram, então, foi no terceiro casamento que Delphine adquiriu o sobrenome LaLaurie. Depois de se casar com o médico Leonard Louis Nicolas LaLaurie, em 1831, mudou-se para a mansão que seria palco de seus horrores, localizada no French Quarter, bairro mais antigo de Nova Orleans.

Delphine LaLaurie, a serial killer mais cruel do século 19. Foto: Reprodução
Delphine LaLaurie, a serial killer mais cruel do século 19. Foto: Reprodução

Durante sua vida, Delphine promoveu inúmeras festas para os membros da alta sociedade. Inclusive, foi por conta desses encontros que passou a ser chamada de “Madame LaLaurie”.  Muitos convidados saíam espantados da mansão da socialite após verem a forma com que ela tratava os seus escravos, que eram descritos como “abatidos e miseráveis”.

Madame LaLaurie: sadismo e crueldade

Em 1838, a socióloga britânica Harriet Martineau escreveu um relato chocante. A fonte foi um vizinho da Madame, que testemunhou a morte de uma escrava de doze anos. A menina caiu do telhado da mansão depois de evitar uma punição de sua senhora. A história foi mais ou menos a seguinte: a menina estava penteando o cabelo de Delphine e acabou puxando com um pouco mais de força. Isso foi o suficiente para despertar o instinto assassino da mulher. O caso rendeu uma investigação das autoridades, que após encontrarem evidências de maus tratos dentro da casa, sentenciaram o casal com a perda de nove escravos.

 

Depois da denúncia, a reputação de Delphine não era das melhores, mas a sua influência política fazia com que todos relevassem o ocorrido. Mesmo assim, outras histórias circulavam na região: que o escravo responsável pela comida vivia acorrentado ao fogão e que as filhas da Madame sofriam agressões toda vez que tentavam alimentar ou ter algum contato com os prisioneiros.

Os horrores da mansão de Delphine

Foi só em 1834 que as provas concretas dos horrores vividos dentro da mansão no Royal Street vieram à tona. No dia 10 de abril, um incêndio tomou conta da residência. Chegando lá, a primeira cena com que os bombeiros se depararam foi chocante: uma senhora, de aproximadamente 70 anos, estava amarrada pelos tornozelos ao fogão. Quando questionada, a escrava afirmou que ela mesma tinha dado início ao fogo, como tentativa de suicídio.

Depois que o fogo cessou, os bombeiros queriam checar todos os cômodos da casa, para se certificarem de que não havia mais nenhum ferido. Delphine tentou impedir que os homens entrassem no abrigo de escravos, mas de nada adiantou. Por fim, quando eles arrombaram a entrada do local, se depararam com uma realidade sombria.

A casa de horrores da socialite Delphine LaLaurie. Foto: Reprodução
A casa de horrores da socialite Delphine LaLaurie. Foto: Reprodução

Havia sete escravos terrivelmente mutilados. Alguns estavam suspensos pelo pescoço, com os membros rasgados de uma extremidade à outra e usavam colares de ferro com pontas que pressionavam suas cabeças. Todas as vítimas mostravam sinais de tortura com chicote. A revelação mais perturbadora, porém, só surgiu com uma inspeção mais aprofundada: os escravos também tinham suas genitálias removidas, e LaLaurie armazenava o sangue deles para passar no rosto e beber, crente de que isso colaboraria para seu rejuvenescimento.

O fim de Delphine LaLaurie, a Condessa Sangrenta

Depois que as denúncias sobre as torturas e assassinatos cometidos pela Madame se espalharam, uma multidão se reuniu para destruir a casa dela em Nova Orleans. No momento que as autoridades conseguiram dispersar as pessoas, já não sobrava muita coisa além das paredes do casarão.

Horror adaptado para as telinhas

A história de atrocidades de Delphine LaLaurie estendeu sua fama até os dias de hoje. A escritora Alejandra Pizarnik escreveu um livro sobre a socialite, com o título “A Condessa Sangrenta”. Além disso, a Madame foi interpretada com maestria pela atriz Kathy Bates em Coven, terceira temporada da série American Horror Story. Khaty trabalhou tão bem o sadismo de LaLaurie que conquistou um prêmio Emmy, por melhor atriz coadjuvante.

Madame LaLaurie na série American Horror Story: Coven
Khaty Bates como Delphine LaLaurie em American Horror Story: Coven

 

E aí, já conhecia a história de Delphine LaLaurie?

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