Conheça a lenda da “Moça do táxi”, de Belém do Pará

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Em Belém do Pará, corre uma lenda de que o espírito de uma jovem chamada Josephina Conte, morta aos 16 anos de idade, em 1931, volta ao mundo dos vivos para andar de táxi pela cidade.

Gosta de lendas urbanas? Então, confira esta matéria em que tentamos falar com Selene Delgado Lópes, o perfil fantasma do Facebook.

Foto: Reprodução

Segundo a narrativa, após o percurso, a moça pede que o condutor pare em frente ao cemitério e o orienta a cobrar a corrida na casa da família. No dia seguinte, quando a cobrança é feita, o motorista descobre que a passageira morreu de tuberculose, anos atrás.

A história é tão popular que, durante o Dia de Finados, em novembro, o túmulo mais visitado no cemitério Santa Izabel é o dela.

A lenda se tornou mais conhecida depois que o escritor Walcyr Monteiro publicou o conto da “Moça do táxi” no livro “Visagens e assombrações de Belém”, de 1972. Este foi o primeiro registro escrito sobre o assunto. “Desde criança ouço falar da ‘moça do carro de praça’”, disse ele ao G1.

Conheça a história real

O G1 conversou com um parente de Josephina para entender a história em torno da morte da jovem. O empresário Jorge Conte é sobrinho dela e disse ao site que relatos sobre a moça transitam entre as gerações da família.

Segundo ele, antes de morrer, Josephina começou a apresentar sinais de magreza excessiva, e teve que ficar internada em isolamento no hospital, com suspeita de tuberculose.

O empresário atribui a origem da “Moça do táxi” a uma particularidade do seu velório. “Todos os enterros naquela época eram com aqueles carros fúnebres transparentes, bonitos, que você via a urna. E o certo era sempre aquele carro ir no sentido do hospital para o cemitério, e no caso dela foi o inverso. O meu avô quis que o enterro saísse da fábrica da família, como se fosse um cortejo”, disse ele.

Outro detalhe também contribuiu para o surgimento da lenda urbana. “Como a rua era toda esburacada, no balançar do carro, uma porta do caixão se abriu. Então as pessoas já achavam que alguém tinha ressuscitado, porque o cortejo saiu de trás do cemitério, e no sentido contrário”, continuou Jorge Conte.

Foto: Reprodução

Um estranho bateu na porta

Cerca de 5 anos após a morte de Josephina, a família estava almoçando, quando um estranho bateu na porta. Era um senhor, taxista, que havia apanhado uma moça no cemitério e a levado até a Basílica. Ela havia pedido para que o motorista a esperasse, enquanto ela rezava. Depois, pediu para que a deixasse novamente no cemitério e cobrasse a corrida na fábrica de calçados com o seu Nicolau, pai de Josephina.

De acordo com o empresário, quando o taxista descreveu a passageira, a família chegou a pensar que uma das irmãs da jovem tivesse ido ao cemitério. Todas disseram que não. O senhor, então, olhou para dentro da casa e apontou para um quadro e disse “é aquela ali”. Quando soube que ela já tinha morrido, ficou tão assustado, que desistiu de cobrar a viagem.

Detalhe esquisito na foto da “Moça do táxi”

Outro fato intriga os familiares de Josephina Conte. O pai da jovem mandou fazer sua sepultura na Itália e mandou um retrato para que fizessem o porcelanato, já que as fotos eram incrustadas no mármore. A partir daí, quando foram olhar a imagem, notaram que na roupa da moça havia um broche de um carro – que nunca existiu na foto original.

Fonte: G1

Você já tinha ouvido falar da lenda da “Moça do táxi”, de Belém do Pará? O que acha sobre essas “coincidências” em torno da morte de Josephina Conte? Nos conte pelos comentários!

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