As histórias horripilantes de ataques de tubarão que inspiraram o clássico do cinema

Compartilhe

Já assistiu ao filme “Tubarão”? Há exatos 46 anos, o clássico estreava nos cinemas norte-americanos e cumpriu com as expectativas de ser uma das produções mais aterrorizantes da década de 70. O suspense, baseado no livro homônimo de Peter Benchley, foi dirigido para as telinhas pelo gênio Steven Spielberg.

“Tubarão” mostra o desespero dos banhistas da praia fictícia de Amity Island, na Nova Inglaterra, ao terem suas vidas ameaçadas por um grande tubarão-branco.

A boa recepção do público resultou na maior bilheteria de todos os tempos (aproximadamente 470 milhões de dólares) e a produção ganhou três categorias do Oscar: Melhor Edição, Melhor Banda Sonora e Melhor Som. Além disso, a trama serviu de alerta para autoridades de cidades litorâneas começarem a estudar a possibilidade de ataques de tubarão em suas praias.

Em comemoração aos 46 anos da obra prima cinematográfica, nós trouxemos duas das histórias mais brutais de ataques de tubarão. Inclusive, uma delas inspirou  o clássico filme de Spielberg!

O ataque de tubarões mais brutal dos Estados Unidos

O ataque mais brutal de todos que se tem conhecimento aconteceu em plena Segunda Guerra Mundial, no oceano pacífico. No dia 16 de julho de 1945, o navio americano USS Indianapolis embarcou do Porto de São Francisco, na Califórnia. Os 1196 marinheiros a bordo tinham a missão supersecreta de carregar os principais componentes químicos e tecnológicos da bomba atômica litte boy, que seria lançada sobre Hiroshima algumas semanas a frente.

Alguns dias mais tarde, eles embarcaram na ilha de Tinian, no Arquipélago das Marianas, de onde o bombardeio decolaria para cumprir com sua missão. Depois de entregar sua encomenda, o navio saiu da ilha e seguiu em direção ao Golfo de Leyte, nas Filipinas, para uma invasão no Japão. No trajeto, o comandante seguiu em linha reta em vez de fazer a manobra de zigue-zague, uma tática naval que previne ataques de submarinos. Não muito tarde, no dia 30 de julho, um submarino japonês atacou o USS Indianapolis e matou 300 tripulantes. Apesar do navio ser considerado um dos mais resistentes da Marinha americana, ele foi partido ao meio e afundou em menos de 12 minutos.

Os soldados viveram momentos de horror nas águas do pacífico

Para o desespero dos sobreviventes, a adrenalina não havia acabado: na escuridão noturna, seus botes estavam cercados por tubarões. Para piorar, eles se encontravam na área do Pacífico que concentrava o maior número de tubarões galha branca oceânico, uma das espécies mais agressivas do mundo. Não demorou muito para que os ataques começassem, e 150 homens serviram de alimento para os predadores. Além disso, cerca de 430 marinheiros morreram de desidratação ou fome.

Depois de 4 dias de horror, os marinheiros do USS Indianapolis chegam a costa

Depois de 4 dias de horror, os sobreviventes foram descobertos acidentalmente por um navio que cercava um bombardeio na água. Imediatamente, o tenente do navio pediu ajuda e reforços. Salvos, a história foi mantida em segredo pela Marinha estadunidense, tendo em vista que as pessoas não tinham conhecimento da missão de bombardeio em Hiroshima. Foi só quando o Japão se rendeu, no começo de setembro, que a notícia foi divulgada. O capitão foi levado à corte e questionado sobre os motivos de não usar as táticas de navegação para evitar os ataques. Condenado, cometeu suicídio pouco tempo depois.

Terror na costa Nova-Iorquina

Outro ataque que aterrorizou os estadunidenses aconteceu um pouco antes do horrível episódio do USS Indianapolis. Desta vez, o horror foi na costa do estado de Nova Iorque, em pontos próximos a cidade de Nova Jersey. Em julho de 1916, cinco pessoas foram atacadas de forma extremamente agressiva em pontos diferentes do litoral – e apenas uma delas sobreviveu para contar a história.

A primeira vítima dos tubarões de Nova Jersey foi Charles Vansant, de 23 anos. O jovem estava curtindo suas férias nas águas de Long Beach, quando foi atacado ferozmente por um predador. Os banhistas demoraram a entender seus gritos de socorro, já que ele estava acompanhado do seu cachorro de estimação –  então, pensaram que ele estava chamando pelo animal. Ele foi retirado do mar, mas acabou falecendo nas areais da praia.

Charles Vansant, a primeira vítima dos tubarões de Nova Jersey

Mesmo com a repercussão do caso Vansant, os turistas não se deixaram intimidar pelos ataques e continuaram a frequentar as praias. O segundo ataque aconteceu em menos de uma semana após a morte do jovem: 5 dias depois em Spring Lake, Charles Bruder, de 27 anos, foi mordido nas pernas e no abdômen enquanto nadava. Seu corpo continuou na água, morto, até uma banhista reconhecer a mancha de sangue e chamar os bombeiros.

Artigo de jornal noticiando a morte do jovem Charles Bruder

Os dois últimos ataques aconteceram na cidade de Keyport, na região de Matawan Creek. Um grupo de garotos brincava próximos a um riacho e avistaram algo – que parecia ser um tronco de madeira – boiando na água. Os meninos chegaram perto para ver melhor e, surpreendentemente, o tubarão emergiu da água. Todos os meninos escaparam, com exceção de Lester Stiwell, de apenas 11 anos, que foi puxado pelo predador de volta para água.

O grupo de crianças foi até a cidade pedir socorro – e o jovem Stanley Fisher, de 24 anos, se ofereceu para ajudar. Ele mergulhou nas águas do riacho a procura do corpo de Lester, mas foi surpreendido com o mesmo predador que tirou a vida do menino. Fisher sobreviveu ao ataque, mas acabou falecendo no hospital, devido a gravidade dos seus ferimentos.

Artigo de jornal sobre a morte do menino Lester e de Watson Fischer

O último ataque aconteceu na praia de Stivell and Fisher. O jovem Joseph Dunn tinha apenas 14 anos quando foi mordido na perna esquerda por um tubarão. Por sorte, o irmão e o amigo de Joseph estavam por perto e o ajudaram a sair do mar, evitando um destino trágico. Ele foi o único sobrevivente da série de ataques de tubarão que estava acontecendo na região.

Depois de tantos ataques, as autoridades da região tomaram várias providências. Além de monitorar as águas e fechar as praias com o maior número de tubarões, contaram com a ajuda da mídia para abordar os acontecimentos com sensacionalismo, amedrontando os banhistas que não estavam levando os ataques a sério.

Para capturar o autor de tantas mortes, as autoridades também tiveram a colaboração da comunidade científica. Depois de alguns dias, conseguiram pegar o grande tubarão branco, que circulava tranquilamente pela praia do último ataque. Foi comprovada a autoria dos episódios depois que os cientistas estudaram amostras das entranhas do animal, que tinham fragmentos de carne humana.

 

E aí, já conhecia os maiores ataques de tubarão da história? Por aqui, vamos pensar duas vezes antes de entrar em qualquer mar!

 

 

Comentários
Posts Relacionados