Lugares mal-assombrados: o Castelinho do Flamengo

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No bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, uma construção criada no século XX carrega a fama de mal-assombrada. O Castelinho do Flamengo, como é chamado, foi projetado para ser uma residência, mas a história dos moradores sustentou durante anos a aura sombria do lugar. Hoje, o local abriga o Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho.

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Foto: Divulgação

Conheça a lenda por trás do Castelinho do Flamengo

O castelinho foi projetado originalmente em 1916 pelo arquiteto italiano Gino Copede. Mas o responsável por executá-lo foi o arquiteto brasileiro Francisco dos Santos. Ele seguiu o que Copede pensava para a construção e trabalhou com elementos de art decó, art nouveau, neo-barroco e neogótico francês.

Alguns anos depois, em 1932, o local se tornou a moradia do imigrante português Avelino Fernandes, da esposa, Rosalina Feu Fernandes, e da filha do casal, Maria de Lourdes Feu Fernandes. Foi aí que começaram os relatos de assombração.

Uma história popular diz que Rosalina e Avelino foram atropelados por um bonde, na frente do Castelinho do Flamengo. A cena teria sido assistida pela filha do casal, Maria de Lourdes. Após a morte dos pais, ela teria sido entregue a um tutor, que roubou seus bens e a tratava muito mal.

O responsável pela menina a teria deixado presa na torre principal do imóvel. Assim, infeliz, ela teria se jogado de lá. Os relatos dizem que Maria de Lourdes, agora, volta ao castelinho, buscando vingança…

Muitas pessoas que moraram por lá posteriormente, relatavam ouvir barulhos estranhos que suspostamente seriam da garota. Uns diziam que viam aparições e até mesmo que sentiam toques em seus corpos durante a noite.

Cartão postal do Castelinho do Flamengo/Foto: Divulgação

Mas…

Em 2016, o jornal O Globo conversou com Kenya Eleison, que já foi diretora do Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho, o Castelinho do Flamengo. Na entrevista, ela afirmou que não há nenhum registro que comprove que, de fato, Maria de Lourdes Feu Fernandes se suicidou no local.

“Para mim, se tinha fantasma, ele ficou bastante feliz com o centro cultural. A casa tem muita madeira, é normal estalar, fazer barulho”, disse ela.

Centro Cultural Oduvaldo Vianna Filho

Escada do Castelinho do Flamengo/Foto: Wikimedia Commons

Maria de Lourdes ocupou a casa até morrer, no início da década de 1980. Três anos depois, o Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro e a Prefeitura da cidade promoveram o tombamento do imóvel como tentativa de acabar com as ocupações irregulares.

No entanto, a medida falhou, e o local continuou a ser ocupado ilegalmente até o fim da década de 1980.  A partir daí, foi decidido que o Castelinho do Flamengo viraria um centro cultural. Para se ter uma noção, a reforma custou um milhão e duzentos mil dólares.

Em 1992, foi inaugurado o Centro Cultural Oduvaldo Viana Filho. O nome é uma homenagem ao dramaturgo carioca. Lá, agora, são realizadas atividades como oficinas de criação, programação musical, debates culturais, leituras dramatizadas e pequenas apresentações.

Fonte: Diário do Rio e O Globo

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