Quem são os descendentes da família real brasileira?

Compartilhe

Você sabia que os descendentes de Dom Pedro II ainda vivem no Brasil? E, mais, que eles defendem a volta do regime monárquico no nosso país? São os Orleans e Bragança. Conheça mais sobre a família real brasileira na matéria a seguir!

A família real brasileira deixou o poder há mais de 125 anos e, hoje, os membros exercem profissionais “normais”: são economistas, químicos, engenheiros de produção, advogados, psicólogos e arquitetos. Divididos em dois ramos, alguns deles vivem em Petrópolis e, outros, em Vassouras, ambas no Rio de Janeiro.

Foto rara de Dom Pedro II e sua família. Foto: Domínio Público

Família real brasileira

Após a Proclamação da República no Brasil, a Família Imperial foi banida do país. Eles só retornariam para as terras tupiniquins em 1921. Durante o exílio, os descendentes de D. Pedro II se dividiram em dois grandes grupos:

1) Petrópolis

A parte da família real que vive em Petrópolis, no RJ, descende do primeiro filho da Princesa Isabel, D. Pedro de Orleans e Bragança. Ele, que era sucessor direto do trono, renunciou aos seus direitos dinásticos para se casar com uma nobre tcheca, que não possuía “sangue real”.

Hoje, seus descendentes questionam a validade da renúncia e reivindicam pela sucessão ao trono. Afinal, não havia um reinado para se abrir mão naquela época, e a carta do príncipe não foi protocolada e devidamente reconhecida pelas autoridades civis brasileiras.

Vale destacar que, até hoje, essa parte da família recebe o laudêmio – uma taxa de 2,5% sobre a venda de imóveis no centro de Petrópolis. Isso porque a área corresponde a uma fazenda que era propriedade de D. Pedro II e originou o município.

Depois da Proclamação da República, Pedro II havia aberto mão de uma pensão vitalícia oferecida pelo governo, e os seus bens foram confiscados. O que sobrou foi essa taxa. Quando D. Pedro de Orleans e Bragança morreu, em 1940, houve um acerto entre a família real, e o laudêmio ficou com os seus descendentes, do ramo de Petrópolis.

Existe um projeto de lei que tramita na cidade desde 2014 e pede o fim do pagamento. Enquanto o projeto não é avaliado, os Orleans e Bragança gerenciam esse dinheiro por intermédio da Companhia Imobiliária de Petrópolis. Enquanto isso, o outro ramo, que vive em Vassouras, não recebe nenhuma quantia desse valor.

2) Vassouras

Após a renúncia do primogênito da Princesa Isabel, o direito ao trono passou para o segundo filho, Dom Luis de Orleans e Bragança. A maioria dos descendentes dele vivem em Vassouras, outro município fluminense. Hoje, se o regime monárquico voltasse, esse ramo da família assumiria o poder.

O ramo de Dom Luis é conduzido por dois de seus netos, Dom Luiz Gastão, de 83 anos, e Dom Bertrand, de 80. Os dois vivem juntos em uma residência alugada no bairro do Pacaembu, em São Paulo. Ao contrário do ramo de Petrópolis, eles não possuem privilégios reais.

Dom Luiz Gastão é o atual chefe da Casa Imperial do Brasil, instituição que opera como a porta-voz da monarquia brasileira. Ele é trineto de D. Pedro II e bisneto da Princesa Isabel e é o primeiro sucessor do extinto trono.

Luiz e Bertrand têm uma tendência política extremamente conservadora e defendem publicamente valores católicos ultraconservadores, como os do grupo Tradição, Família e Propriedade.

É a essa parte da família que pertence o deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP), sobrinho de D. Bertrand e cujo pai renunciou ao direito de sucessão.

Fonte: Claro! e Gazeta do Povo

E aí? Você já sabia disso? O que pensa sobre a família real brasileira? Conta pra gente pelos comentários!

Comentários
Posts Relacionados