Robert Johnson e o pacto com o Diabo

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Nesta semana, nós falamos sobre o Clube dos 27. Tratam-se de vários artistas que morreram coincidentemente (ou não!) aos 27 anos de idade. Uma das mortes mais emblemáticas e peculiares que rondam a teoria da conspiração é a de Robert Johnson. O grande nome do jazz e do blues teria feito um pacto com o Diabo…

Foto: Divulgação

Johnson teve uma vida cercada de mistérios. Ele teria nascido em 1911, na cidade de Hazlehurst, no Mississipi, Estados Unidos. Desde muito jovem, o artista já gostava de música. Aos 18 anos, largou a vida como fazendeiro e decidiu investir na carreira musical.

Em 1930, em Robinsonville, no Mississippi, Robert Johnson estava em uma casa de shows, na qual as lendas do blues Son House e Willie Brown iriam tocar. Nos bastidores, o aspirante a músico resolveu pegar um dos violões para tocar algumas de suas composições. No entanto, tudo o que saiu foi um som arranhado, desafinado.

“As pessoas começaram a reclamar”, lembra Son House no documentário ReMastered: Devil at the Crossroads, da Netflix. Os donos do local colocaram Johnson para correr. Ninguém mais ouviu falar dele durante um ano inteiro.

Um tempo depois, House e Brown encontraram com o jovem em uma noite. Ele segurava em suas mãos um violão regular de 6 cordas e uma 7ª corda extra – algo bem incomum. Robert Johnson tocou como nunca, com harmonias que levariam anos de prática para aprender.

Do dia para a noite, ele se tornou um fenômeno no jazz e no blues. Após a morte de sua esposa, em 1932, Johnson decidiu investir de vez em sua carreira musical.

A encruzilhada

Foto: Reprodução

De acordo com os boatos, na noite em que foi humilhado na casa de shows, Robert Johnson teria ido até um mestre hodu (vertente do vodu), que o levou a uma encruzilhada. O cruzamento entre as rodovias 61 e 49, em Clarksdale, no Mississipi, teria sido o palco do pacto com o Diabo. Segundo os teóricos, Johnson sabia que morreria aos 27 anos.

No início da carreira, Johnson falava sobre agonia, dor, solidão, romances e as dificuldades enfrentadas pelos americanos durante a Grande Depressão de 1929. Quando começou a ganhar maior notoriedade com suas músicas, as letras passaram a trazer certa desconfiança ao público.

Entre as suas composições, algumas falavam sobre uma força sobrenatural que vinha buscar a sua alma, e ele utilizava termos como “satan”, “devil” e “demon”. Em “Me and The Devil Blues”, o músico descreve Satanás batendo em sua porta pela manhã e o orientando a ir embora com ele.

Os sucessos “Sweet Home Chicago” e “I Believe I’ll Dust My Broom” supostamente teriam sido escritos, gravados e reproduzidos com o Diabo em seu corpo. E as últimas canções também seriam relacionadas ao demônio.

De acordo com os boatos, o trato com o Diabo supunha 30 músicas ao longo da sua carreira. Robert Johnson gravou 29! Ele teria deixado de lado 11 composições que já estavam prontas.

O comportamento de Johnson também dava forças para a teoria da conspiração. Ele tinha um olhar fixo e profundo e falava pouco. Em algumas ocasiões, ele também chegou a tocar violão enquanto olhava diretamente para uma parede branca – como se estivesse recebendo alguma entidade no corpo.

Morte misteriosa

Robert Johnson morreu em agosto de 1938, aos 27 anos. As causas da morte ainda são um mistério. Uma das possibilidades aponta que ele teria morrido em decorrência de sífilis. Em outra, o músico suspostamente teria sido envenenado pelo dono de um bar após dar em cima da esposa do homem.

Fonte: Aventuras na História e Mega Curioso

Você, leitor, acredita nesta teoria? Robert Johnson teria ou não feito um pacto com o Diabo?

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