Teoria da conspiração: Doppelgänger, o seu gêmeo do mal

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Você já ouviu falar em Doppelgänger? Dizem por aí que todo mundo tem pelo menos um “irmão gêmeo”. Mais do que isso, a teoria está associada ao fenômeno da bilocação — quando alguém está em dois lugares ao mesmo tempo. A palavra, de origem alemã, significa “duplo ambulante” e é utilizada para se referir aos nossos “clones”.

O termo foi usado pela primeira em 1796, no romance “Siebenkas”, do francês Jean Paul (pseudônimo de Johann Paul Richter). Na história, o protagonista é convencido por sua cópia a forjar a própria morte para se livrar de um casamento infeliz.

How They Met Themselves, de Dante Gabriel Rossetti/Crédito: Wikimedia Commons

Como assim?

Segundo o folclore alemão, o Doppelgänger é uma criatura capaz de copiar todas as características físicas e emocionais de alguém. Depois de se transformar em um clone, essa criatura passaria a acompanhar essa pessoa por todos os lugares.

Geralmente, o Doppelgänger está associado à negatividade, porque supostamente se faz presente para promover caos e confusão. Dizem que se um conhecido seu se deparar com o seu Doppelgänger, isso é um sinal de que essa pessoa passará por uma situação muito difícil.

É como se sua cópia fosse uma versão negativa, que influencia as outras pessoas a fazerem coisas ruins. Já quando alguém vê a si mesmo, isso seria um presságio de morte – um aviso de que a morte está mais próxima do que se imagina.

Relatos

Ao longo da história, já houve alguns registros de aparições de Doppelgänger. O caso mais famoso é descrito por Johann Wolfgang von Goethe, autor de Fausto, em sua autobiografia “Memórias: Poesia e Verdade”. Ele conta que um dia se despediu da esposa para sair de casa e viu uma cópia de si mesmo andando na rua – só que com roupas de outra cor.

Anos mais tarde, Goethe cavalgava pela mesma rua, no mesmo sentido que teria visto seu Doppelgänger. Foi aí que ele percebeu que se vestia exatamente como seu sósia estava no passado.

Outro caso teria acontecido em uma sala de aula em 1845, no Pensionato von Neuwelcke, na Letônia. Enquanto a professora Emilie Sagée escrevia na lousa, as 13 alunas presentes na sala de aula perceberam algo bizarro. Uma cópia de Emilie surgiu ao lado dela, imitando todos os seus movimentos.

Imediatamente, as meninas ficaram assustadas e chamaram a atenção da professora, mas ela não viu nada. Em outra ocasião, as alunas identificaram a mesma pessoa, igual a Emilie Sagée, parada na frente da sala de aula, enquanto a versão verdadeira andava pelos jardins da escola.

O que diz a Ciência?

Foto: Reprodução

Em 2016, uma cientista britânica, chamada Teghan Lucas, fez um estudo com fotos de quase 4 mil militares americanos para calcular qual a probabilidade de o rosto de duas pessoas coincidirem. Com a ajuda de alguns colegas da Universidade de Adelaide, Teghan analisou meticulosamente os indivíduos, medindo as distâncias entre características-chave, como olhos e ouvidos.

Foi aí que ela descobriu que existe apenas uma única chance em 135 de que haja um único par de sósias. Mas, isso não é exatamente o fim da história… A pesquisa se baseou em medições exatas; se as orelhas do seu sósia têm 59 mm, mas as suas têm 60, sua semelhança não contaria.

Quando os detalhes finos não são importantes, de repente, a possibilidade de ter um sósia parece muito mais realista. Se olharmos apenas a “soma das partes”, como cor dos olhos e formato do rosto e das sobrancelhas, por exemplo, poderemos encontrar muito mais pessoas parecidas com nós mesmos. Isso daria ao menos 74 mil cópias espalhadas pelo mundo.

Fonte: Aventuras na História, Superinteressante e BBC

O que você acha? Acredita em Doppelgänger ou os aparecimentos de clones são apenas coincidências? Conta pra gente aí nos comentários!

 

 

 

 

 

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