Você sabia? “Os Sete Monstrinhos” pode ser uma visão sobre o nazismo

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Se você cresceu nos anos 2000, provavelmente já ouviu falar sobre o desenho “Os Sete Monstrinhos”. Assim como as teorias por trás de Bob Esponja, também existem algumas especulações na internet sobre a animação infantil do autor Maurice Sendak (1928 – 2012). Uma delas é a de que a obra seria uma visão de Sendak sobre o nazismo. Uma entrevista concedida por ele ao jornal britânico The Guardian, em 2011, reforça isso.

Foto: Reprodução

Maurice Sendak foi um escritor americano de origem polonesa-judaica. Em 2000, ele deu origem à série de animação “Os Sete Monstrinhos”, baseada em seu livro de mesmo nome. Ao The Guardian, o autor afirmou que as suas obras reconhecem “os terrores da infância e como ela pode ser cruel e solitária”. “Eu me recuso a mentir para crianças. Eu me recuso a atender à besteira da inocência”, afirmou.

Isso porque, durante a infância, Sendak perdeu parte de sua família nos campos de concentração da Alemanha nazista. O seu livro mais famoso, “Where the Wild Things Are” (“Onde vivem os monstros?”, na tradução para o Brasil), foi baseado em seus próprios parentes.

“Eles visitavam sua casa no Brooklyn quando ele estava crescendo (“Tudo maluco – rostos malucos e olhos selvagens”) e beliscavam suas bochechas até ficarem vermelhas. Olhando para trás, ele vê como todos estavam desesperados, esses imigrantes de primeira geração da Polônia, sem inglês, sem educação e, embora não soubessem disso em 1930, uma família em casa em extinção nos campos de concentração”, diz a reportagem.

Em outro ponto da matéria é dito: “Se ele tivesse vindo de um lar feliz, diz Sendak, ele nunca teria se tornado um artista, pelo menos não o tipo de artista que ele é”.

Tudo indica que a teoria por trás de “Os Sete Monstrinhos” não seja apenas uma teoria, mas sim, a verdade. Abaixo você confere alguns indícios que apontam como o desenho animado pode representar uma visão do autor sobre o holocausto. E aí, você já tinha ouvido falar sobre isso? Conta pra gente aí nos comentários!

Exemplos

Fonte: The Guardian e @peticialinho no TikTok

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